Em um laboratório de prótese, existem diversas formas de trabalhar com fresadoras e impressoras 3D. Geralmente, esses equipamentos são abordados separadamente na produção de elementos dentários, mas é importante apontar que eles também podem se complementar. De qualquer forma, cada um tem sua função em cada etapa de trabalho, e são essas características que mostraremos neste conteúdo!
Atualmente, o mercado da prótese dentária oferece alternativas para qualquer profissional que deseja estar no fluxo digital. Por isso, fresadoras e impressoras 3D têm ganhado muito reconhecimento. Afinal, elas possibilitam previsibilidade, produtividade e assertividade na confecção de próteses dentárias.
Para entender melhor como funciona esse processo, em nosso blog, mostramos o passo a passo da fabricação de próteses dentárias no fluxo digital. Além disso, falamos sobre a locação e terceirização de equipamentos, com dicas fundamentais para o seu laboratório de prótese se adaptar ao universo da odontologia digital.
Agora, vamos às fresadoras e impressoras 3D!
Impressora 3D – Manufatura aditiva
A impressora 3D é um equipamento de manufatura aditiva. Ou seja, a produção do elemento dentário é feita adicionando camadas de material aos poucos, até formar a peça final. Hoje, muitos projetos são feitos com impressora 3D, porém ainda há uma limitação que pode ser significativa dependendo do trabalho: os insumos.
Os materiais utilizados são resinas líquidas fotopolimerizáveis. Ainda não há a possibilidade de produzir elementos em cerâmica, por isso, nem tudo é possível ser feito com uma impressora 3D. De qualquer forma, ela ainda é fundamental em diversos processos de trabalho, seja para peças finais ou não.

Quais peças protéticas podem ser produzidas com impressoras 3D?
Como mencionamos acima, são diversas as possibilidades proporcionadas por esse equipamento. Desde modelos de trabalho odontológicos até peças finais, é possível utilizar uma impressora 3D e gerar mais produtividade e assertividade no fluxo de trabalho digital. Mas como saber o que vale a pena ser impresso ou fresado?
Geralmente, essa pergunta pode ser respondida com base na análise das necessidades de cada caso. Abaixo, citamos alguns dos principais trabalhos confeccionados com esse equipamento:
- Modelos de trabalho
- Próteses provisórias
- Guias cirúrgicos para implantes dentários
- Próteses fixas e móveis
- Facetas laminadas
- Mockups para teste em boca
- Implantes dentários
- Estruturas para protocolo dentário
- Barras para overdentures
- Alinhadores ortodônticos
Então, é possível notar que as impressoras 3D não são utilizadas apenas para elementos finais. Por isso, muitos técnicos em prótese dentária as utilizam como complemento no dia a dia, unindo a produção das impressoras à das fresadoras.
Fresadoras – Manufatura subtrativa
Ao contrário da impressora 3D, a fresadora é um equipamento de manufatura subtrativa. Sendo assim, a confecção acontece a partir do corte de blocos e discos de materiais. O corte é feito com ferramentas rotativas, que possuem características diferentes para cada peça protética e material utilizado na confecção.
No início, esse equipamento era voltado exclusivamente para fresar zircônia. Hoje, há uma grande variedade, incluindo materiais como cerâmica feldspática, dissilicato de lítio, titânio, resina, cera, cromo cobalto, entre outros. Então, enquanto com impressoras 3D há uma limitação referente ao insumo utilizado, com fresadoras essa não é uma preocupação.
Quais peças protéticas podem ser produzidas com fresadoras?
É possível confeccionar qualquer peça protética com as fresadoras, desde um elemento único até uma reabilitação total. Entre elas, podemos citar: placas oclusais, barras, pontes implanto-suportadas, pilares de titânio, coroas dentárias e muito mais. O que deve ser levado em consideração no momento de optar pela impressão ou fresagem é o objetivo do protético com a peça a ser produzida e o custo-benefício da utilização de cada tecnologia aplicada. Importante ressaltar que cada equipamento possui especificidades e finalidades diferentes. Portanto, é necessário verificar qual melhor se adequa às necessidades do laboratório de prótese.

Restaurações feitas com fresadoras entregam uma aparência natural, já que os blocos de cerâmica possibilitam amplas opções de tonalidades e garantem a translucidez necessária na peça. Mas, para obter um resultado de alto refinamento, também é necessário trabalhar com ferramentas de qualidade.
São as fresas que possibilitam uma maior excelência no acabamento e resistência da peça final. Para cada material existe um tipo de fresa CAD/CAM indicada, então, a seleção dessas ferramentas precisa de atenção especial. Abaixo, citamos algumas especificações, com base em fresas CAD/CAM OSG:
- Fresa AG A1 Ø2,5MM D3 esférica
Compatíveis com a fresadora Amann Girrbach®, essa fresa CAD/CAM oferece alta performance na fresagem de materiais como zircônia, PMMA e cera.

- Fresa ZI Z41 DIA Ø2,0MM D6 esférica
Utilizada para a produção de peças em materiais como zircônia e compósito, essa fresa é compatível com máquinas Zirkonzahn®.

- Fresa RO RD4 Diamantada Ø1,7MM D3 cônica
Na fresadora Roland®, essas fresas CAD/CAM entregam excelência na fresagem de cerâmica, fundamentais para a produção de peças de alto refinamento.
Essas são apenas algumas das inúmeras possibilidades de fresas e materiais. Importante lembrar que existem diferentes ferramentas para cada trabalho. Sendo assim, cabe ao protético analisar seu portfólio e entender como aplicar as fresadoras e impressoras 3D, separadas ou em conjunto, no seu fluxo digital.

O trabalho conjunto de fresadoras e impressoras 3D
Como citamos anteriormente, é comum ver em laboratórios de prótese dentária uma dinâmica onde os dois equipamentos estão presentes. Em um fluxo analógico, é possível implantar a impressora 3D em etapas de fabricação e obter uma produtividade que não seria possível caso o processo fosse totalmente manual, por exemplo.
Um exemplo disso é a produção de modelos de trabalho e mockups para testes em boca, que apesar de não serem peças finais, são fundamentais no processo de reabilitação oral. Por si só, esse equipamento proporciona diversas vantagens em laboratórios de prótese, mas quando o trabalho é feito em conjunto entre fresadoras e impressoras 3D, os resultados são ainda mais positivos.
Neste fluxo, a fresadora não tem papel de auxiliar no meio do processo, como a impressora 3D. Entretanto, ela pode ser usada na confecção de restaurações e proporcionar mais versatilidade à dinâmica de trabalho. Sendo assim, o protético dentário tem a opção de utilizar a impressora 3D para imprimir modelos de trabalho, por exemplo, e a fresadora para a peça final.
Esse processo tem garantido resultados assertivos e contribuído para o aumento da produtividade e demanda de laboratórios de prótese. Contudo, o TPD precisa entender exatamente quais são os objetivos do seu fluxo de trabalho. Para isso, a resposta é ter um planejamento estratégico.
Então, como trabalhar com cada uma no laboratório de prótese dentária?
Como vimos, as fresadoras e impressoras 3D podem estar em fluxos de trabalho de forma separada ou conjunta. Na decisão de como trabalhar com cada uma, um dos pontos importantes a serem considerados é o custo-benefício. As impressoras 3D têm um custo menor comparado ao das fresadoras, entretanto, não oferecem a mesma qualidade e versatilidade.
Por isso, quando falamos que é necessário que o técnico em prótese dentária analise seu fluxo de trabalho e objetivos com as peças protéticas, é porque nem sempre a qualidade e versatilidade serão o foco. É possível dizer que alguns laboratórios obtêm mais vantagens utilizando a impressora 3D, outros a fresadora e outros o conjunto.

Em laboratórios de prótese com uma demanda significativa, por exemplo, optar pelos dois equipamentos no processo pode ser muito mais produtivo. E é claro, ser digital não significa ter equipamentos do fluxo digital. Laboratórios de prótese devem sempre considerar a alternativa de locação ou terceirização de equipamentos e serviços em qualquer etapa do trabalho.
Além disso, é importante lembrar que a produção de um elemento dentário depende de diversos pontos, não só do equipamento utilizado. Seja qual for a dinâmica escolhida pelo TPD, é necessário investir em bons materiais e ferramentas, embasamento científico, uma equipe preparada e um planejamento estratégico do fluxo de trabalho.
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