Em uma sociedade onde a estética dental tem sido cada vez mais valorizada, buscar por resultados naturais deve ser um dos focos principais em laboratórios de prótese dentária. No fluxo digital, é possível juntar a eficiência da produção de peças fresadas e a naturalidade proporcionada pela maquiagem dental e, assim, entregar uma reabilitação oral completa e satisfatória.
Neste artigo, vamos entender todos os processos que influenciam no resultado natural da maquiagem dental. E, claro, compreender o que o técnico em prótese dentária precisa saber para beneficiar-se da eficiência e naturalidade proporcionadas pela habilidade da maquiagem dental em próteses dentárias fresadas.
Acompanhe com a gente! 😉
Estratificação x Maquiagem dental
Por muito tempo, a estratificação foi conhecida como uma habilidade primordial para construir a estética de peças protéticas. Nessa técnica, o protético dentário precisa entregar a propriedade óptica do dente a partir da aplicação de camadas de massas que, ao final, devem resultar em um elemento dentário natural.
Na estratificação, um dos principais empecilhos que o TPD pode encontrar é a dificuldade de ter uma boa produtividade no laboratório, pois caso haja algum erro na estratificação, será necessário reiniciar todo o trabalho. Por esse motivo, atualmente, apesar de ainda ser muito utilizada, essa técnica compete espaço com a maquiagem dental, que garante maior produtividade ao laboratório, com resultados naturais quando bem aplicada.
Com a maquiagem, quando acontece um erro no processo, é muito mais fácil refazer, já que, dependendo da técnica, pode haver apenas uma camada de pigmento além da estrutura. Assim, o técnico em prótese dentária perde menos tempo em caso de retrabalho e, consequentemente, aumenta a produtividade do seu fluxo.
Os primeiros passos para uma maquiagem dental eficiente
Ao contrário do que alguns profissionais possam imaginar, uma maquiagem dental bem realizada começa desde o primeiro contato com o paciente na clínica. Entender as queixas e objetivos do tratamento é fundamental para compreender o resultado almejado. Além dessas informações, é importante entender características como a forma básica dos dentes, a morfologia, cor, brilho, etc.
É por isso que a comunicação clínica-laboratorial precisa ser clara. Afinal, todas essas averiguações precisam chegar ao TPD de maneira precisa. Uma forma de garantir essa comunicação eficaz é definindo um protocolo de entrada de trabalho estético. Em nosso blog, temos um artigo que explica esse procedimento padrão em um laboratório de prótese. Clique aqui para entender como realizar o protocolo fotográfico e o checklist estético para um tratamento assertivo.
E, apesar de o assunto ser maquiagem dental, é importante ressaltar que uma reabilitação oral completa é o conjunto de funcionalidade e estética. Sendo assim, trabalhar a oclusão e adaptabilidade da prótese dentária deve ser uma preocupação tanto quanto a necessidade de deixá-la o mais parecida possível com um dente de verdade.
Nesse sentido, é possível dizer que o fluxo digital tem um grande diferencial, já que o profissional consegue analisar as características individuais do paciente desde o planejamento e, assim, entregar uma prótese fiel àquilo que o tratamento realmente exige.
Maquiagem dental – o que você precisa saber
Sabemos que a popularização dos procedimentos odontológicos estéticos tem aumentado a demanda de clínicas e laboratórios, mas você já parou para observar como esse fato pode impactar o retrato atual da odontologia brasileira?
Essa busca crescente pode resultar em profissionais que se preocupam apenas com a produção rápida das peças, o que as tornam padronizadas e, muitas vezes, não levam em consideração as particularidades de cada paciente. Então, para diferenciar-se, é importante estar atento a todas as informações disponíveis. Afinal, é um trabalho de relação humana, onde as individualidades do paciente precisam estar em primeiro lugar.
E a maquiagem dental pode ser um dos diferenciais nesse sentido. Quando bem executada, levando em consideração todas as características do dente e da face – mencionadas no tópico acima -, ela é capaz de entregar um sorriso harmônico que corresponda à essência do paciente, evitando o efeito de padronização em tratamentos reabilitadores. Mas como manter-se fiel a essas características?
Cor, luz e textura: essa é a combinação de uma maquiagem dental perfeita. Veja abaixo!
Cor, luz e textura
Próteses dentárias saem das fresadoras sem característica alguma de um dente natural. As peças são brancas e com pouca profundidade. Sendo assim, não há como obter efeitos de translucidez e opacidade, pois um dente muito branco espelha luz e, sem uma pigmentação apropriada, a luz não será absorvida e causará a sensação de artificialidade no dente.
Então, entender o conceito de cor é essencial, porque é esse conhecimento que vai possibilitar que o TPD desenvolva a habilidade de criar um dente natural. Nesse sentido, não é só a combinação de cores que deve ser dominada, mas também sua relação com a luz. Afinal, a luz pode afetar a percepção que temos das cores.
A pigmentação também terá influência na textura do dente. Conforme é aplicada, a peça recebe uma nova camada, que também auxilia na sensação de um dente mais natural. Então, é possível dizer que a maquiagem dental tem a função de dar vida às características essenciais do dente. Mas para obter esse resultado, é preciso saber como aplicar cada pigmento corretamente.
A aplicação de pigmentos na maquiagem dental
Depois do sulcamento e polimento, o dente estará no formato correto para a aplicação da maquiagem dental. Importante lembrar que, ao sair da fresadora, ele estará completamente branco. Sendo assim, é preciso analisar os pontos onde os pigmentos serão aplicados e entender quais cores ou misturas darão o efeito necessário.
Na região central dos dentes posteriores, por exemplo, é preciso ter um efeito de profundidade. Para alcançar esse objetivo, podem ser usados pigmentos laranjas. Nas extremidades, em volta do sulco, podem ser aplicados pigmentos laranja e branco opaco misturados, o que resultará em uma cor similar ao creme, dando um efeito de opacidade.

Um outro exemplo é a aplicação do marrom na união entre os sulcos principais. Esse pigmento é utilizado em pouca quantidade, apenas para finalizar o efeito de profundidade. Esse conjunto causará a sensação de harmonia e naturalidade no dente. Então, quanto mais o técnico em prótese dentária entender a relação de cores e os efeitos que precisam ser alcançados, mais ele dominará a habilidade de maquiagem dental.
Como em qualquer outra técnica, o domínio vem com a prática e estudo. Então, aí vão algumas dicas: treine o olhar, busque aprimoramento e pratique até alcançar os resultados desejados. Pode ter certeza que essa dedicação vai refletir diretamente na qualidade dos seus trabalhos!
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